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Sobre a EsEFEx

Publicado: Segunda, 13 de Março de 2017, 17h22 | Última atualização em Segunda, 17 de Setembro de 2018, 19h14 | Acessos: 9932

A EsEFEx E A ORIGEM DA FORMAÇÃO EM EDUCAÇÃO FÍSICA NO BRASIL

O Plano Diretor do CCFEx e as novas instalações da EsEFEx.

A Origem

No ano de 1919, um grupo de oficiais e cadetes da Escola Militar do Realengo fundou a “União Atlética da Escola Militar” e promoveu, através do “Estatuto da Cruzada Física”, a sistematização da Educação Física nos meios militar e civil. Aquele núcleo, liderado pelo Tenente Newton de Andrade Cavalcanti, foi a gênese da Escola de Educação Física do Exército (EsEFEx), materializada com a criação do Centro Militar de Educação Física (CMEF), sua OM formadora, em 10 de janeiro de 1922, pelo Ministro da Guerra João Pandiá Calógeras, em nome do Presidente da República, Epitácio Pessoa. A criação do CMEF fez parte da nova organização do Exército e funcionou, até 1923, em estabelecimento anexo à Escola de Sargentos de Infantaria (ESI), na Vila Militar-RJ.

Escola Militar do Realengo, na década de 1920 e o Gen Newton Cavalcanti.

Cópia do BE 431, de 20 Jan 1922, com o ato oficial de criação do CMEF.

 O CMEF destinava-se a dirigir, coordenar e difundir o novo método de Educação Física Militar e suas aplicações desportivas, adotado pelo primeiro Regulamento de Instrução Física Militar, de 1921, com a realização de cursos de Educação Física para oficiais e sargentos.

Até 1928, nenhuma turma de instrutores havia sido formada. Naquele ano, o Presidente da República, Washington Luís, visitou a ESI acompanhado do Ministro da Guerra, General Nestor Sezefredo dos Passos e do Diretor da Instrução Pública, Fernando de Azevedo que, entusiasmado com o trabalho apresentado pelos alunos, solicitou a matrícula de professores públicos. Assim, o Gen Sezefredo determinou providências imediatas para a criação do Curso Provisório de Educação Física, que foi realizado em 1929 e formou, nesse mesmo ano, a primeira turma de militares e civis diplomados em Educação Física no Brasil, a cargo dos Tenentes Ignácio de Freitas Rolim e Virgílio Alves Bastos (Médico).

A Escola de Sargentos de Infantaria na Vila Militar-RJ, década de 1920.

 O Jornal, de 01 Jan 1930: a 1ª turma de oficiais formados em Educação Física no Brasil.

Os Tenentes instrutores Ignácio de Freitas Rolim (à direita) e Virgílio Alves Bastos (centro), ladeados pelos primeiros professores civis de Educação Física do país.

Transferência para Urca

Em virtude das instalações da ESI serem precárias, principalmente na parte náutica, o CMEF foi transferido, em 1930, para a Fortaleza de São João. Em sua nova sede foi reorganizado e iniciou as atividades regulares, com a abertura dos cursos de Instrutor e de Monitor de Educação Física, de Especialização em Medicina e Mestre D’Armas.

No ano seguinte, o comando do Centro adquiriu autonomia e tornou-se independente da FSJ, recebendo como primeiro nome o do Tenente-Coronel Newton Cavalcanti, idealizador da Educação Física no Exército, por sua influência na promoção da prática da atividade física no país e por ser o grande responsável pela construção das suas novas instalações.

 

Galpão cedido pela Intendência da Guerra, para sediar o CMEF na Fortaleza de São João (1930).   

     Newton Cavalcanti e vista aérea do CMEF em suas novas instalações, na FSJ (1932).

  Pioneirismo: início dos cursos regulares do CMEF, a partir de 1930.

 

Em 1933, por decreto do Presidente Getúlio Vargas, o CMEF foi transformado na atual Escola de Educação Física do Exército, com nova organização, atualização dos currículos e ampliação dos seus objetivos. Desde então, a EsEFEx assumiu definitivamente sua função formadora, com atuação em todo o território nacional. Vocacionada para influenciar a Educação Física, inclusive recebendo alunos do exterior, passou por fases distintas, refletindo o próprio desenvolvimento da atividade física, do esporte e do lazer, no Brasil.

Nos anos 30, a EsEFEx compartilhou tanto da eugenia, à época prevalecente no país, quanto da formação e especialização em Educação Física e Medicina Esportiva. Neste período destacam-se o lançamento da "Revista de Educação Física", em 1932, primeiro órgão oficial de divulgação da Educação Física e a inauguração do Ginásio Leite de Castro, primeiro do gênero no país; em 1936, a organização da "Colônia de Férias", atividade precursora do esporte recreativo como inclusão social; os Cursos de Emergência de 1938, como suporte para a criação da Escola Nacional de Educação Física e Desportos da Universidade do Brasil, atual UFRJ, em 1939, e sua contribuição para a efetiva institucionalização da Medicina do Esporte no Brasil.

 

A Revista de Educação Física, lançada em 1932, primeiro periódico especializado do país.

 

O Presidente Getúlio Vargas inaugura, em 1932, o histórico Ginásio Leite de Castro.

A “Colônia de Férias” iniciada em 1936.

Os Cursos de Emergência de 1938, para a formação do Corpo Docente da futura Escola Nacional de Educação Física e Desportos da Universidade do Brasil.

A inauguração, em 1939, da Escola Nacional de Educação Física e Desportos, pelo Presidente Getúlio Vargas, no estádio do Fluminense FC e sua homenagem à EsEFEx.

 

Nas décadas de 40 a 60, foi relevante a influência da EsEFEx no uso do desporto para a preparação do soldado, na participação em diversas instituições esportivas brasileiras, na organização de eventos esportivos e nas diversas publicações na área da Educação Física e do esporte. A realização de estágios, cursos e simpósios permitiram a atualização do conhecimento e o acesso e aos principais métodos científicos. A realização do XII Campeonato Mundial de Pentatlo Militar no Brasil, em 1960, destacou novamente a EsEFEx no âmbito internacional, tendo em vista que lhe couberam os encargos de treinamento e organização.

O Tenente Nilo Jayme, campeão mundial de Pentatlo Militar, em 1960.

Antigas instalações da EsEFEx na década de 1960.

 

A Colônia de Férias, em 1960.

Inserção no Âmbito Nacional

A década de 70 marcou a "Fase de Cientificação do Treinamento Esportivo", assim como a importância da preparação física e psicológica do combatente. O destaque foi a preparação física da Seleção Brasileira de Futebol para a Copa do Mundo no México, em 1970, cujo sucesso gerou um grande movimento social de engajamento a programas de atividade física sistemática. Outro aspecto marcante foi a preparação da “Geração de Prata” para a Olimpíada de Los Angeles, em 1984, que caracterizou a profissionalização do Voleibol de alto rendimento no Brasil, referência mundial nos dias atuais.

A Seleção Brasileira tri-campeã Mundial de Futebol em 1970 e a Comissão Técnica com Parreira, Zagallo e o Cap Cláudio Coutinho, da EsEFEx.

 

A Geração de Prata do Voleibol no Estádio da EsEFEx, em 1985.

 

Nos anos 80, houve maior valorização dos esportes militares e do Treinamento Físico Militar. A trajetória internacional bem sucedida da Equipe de Pentatlo Militar do Brasil destacou a preparação física, psicológica e técnica do soldado brasileiro. No âmbito do Exército, iniciou-se o processo de cientificação do manual de Treinamento Físico Militar e do Teste de Avaliação Física.

O Reconhecimento do Curso de Instrutor de Educação Física da EsEFEx pelo Ministério da Educação

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996, estabeleceu novos critérios para os cursos de Graduação. A EsEFEx percebeu, assim, a necessidade de elaborar um Projeto Pedagógico adequado para obter, novamente, o reconhecimento do Curso de Instrutor de Educação Física pelo MEC, interrompido em 1999. Após um longo processo, concluído com êxito em 2013, finalmente obteve sua equivalência aos demais cursos do Sistema Nacional de Educação. Desde a sua criação, a EsEFEx destina-se a formar recursos humanos do Exército Brasileiro especializados em Educação Física, Mestre D’Armas e Medicina Esportiva.

 

Declaração de Equivalência do curso da EsEFEx à Graduação do Sistema Federal de Ensino.

 

Até nossos dias, foram formados pela EsEFEx mais de 6.000 instrutores e monitores em Educação Física, mais de 150 médicos especialistas e mais de 130 Mestres D'armas, originários de todas as Unidades Federativas do país e de nações amigas, incluindo militares das Forças Armadas, das Forças Auxiliares e civis.

Aspectos dos cursos da EsEFEx.

  

 Participação nos Grandes Eventos Desportivos do Século XXI

            Nos últimos anos, a EsEFEx participou ativamente nos grandes eventos desportivos realizados no Brasil. Em 2007, nos jogos Pan-Americanos, contribuiu na organização e gerenciamento do Triatlon e Pentatlo Moderno. Em 2011, nos 5º Jogos Mundiais Militares, envolveu-se ativamente na organização e operação dos jogos, com participação de todos instrutores e monitores. Em 2013, a Seleção Brasileira de Futebol utilizou a Escola como base de treinamento, no Rio de Janeiro, para a Copa das Confederações. Fruto de suas modernas instalações, na Copa do Mundo de 2014, a Escola serviu como centro de treinamento da Seleção Inglesa de Futebol. Nos Jogos Olímpicos Rio 2016, foi sede oficial do Comitê Olímpico Brasileiro sendo chamada de "A casa do Time Brasil". Neste evento, seus militares, novamente, participaram da organização de diversas modalidades esportivas, com destaque para o Pentatlo Moderno e Esgrima.

Novas Instalações da EsEFEx, legado dos 5º Jogos Mundiais Militares.

O novo Ginásio Ling: ampliado, modernizado e reinaugurado em 2014.

                

Visita de reconhecimento da equipe técnica da Seleção Brasileira de Futebol em 2013.

 

Treinamento da Seleção Inglesa de Futebol para Copa do Mundo em 2014.

 

Local de treinamento da Equipe Olímpica de Boxe para os Jogos Olímpicos do Rio 2016.

Local de treinamento da Equipe de Luta Olímpica para os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Centro de Treinamento Time Brasil na EsEFEx.

Equipe de Handebol do Brasil treinando na EsEFEx para as Olimpíadas do Rio 2016.

Centro de Treinamento Time Brasil na EsEFEx.

 

Alunos Formados Pela EsEFEx  desde sua Criação 

 

INSTRUTOR

MONITOR

MESTRE D'ARMAS

MEDICINA ESPORTIVA

EMERGÊNCIA

MASSAGISTA

ESGRIMA

EXERCITO

2396

3231

121

172

0

80

69

MARINHA

64

57

0

6

0

0

0

AERONAUTICA

197

416

2

6

0

2

0

BOMBEIRO

103

83

4

10

0

4

1

POLICIA

423

314

18

19

0

9

4

CIVIL

107

24

33

22

140

2

4

ONA

169

26

11

7

0

0

7

TOTAL

3459

4151

189

242

140

97

85

ONA:

             

ANGOLA

1

1

0

1

0

0

0

ARGENTINA

1

0

3

0

0

0

3

BOLIVIA

2

0

1

0

0

0

2

CHILE

6

7

1

0

0

0

0

COLÔMBIA

12

5

0

2

0

0

0

EL SALVADOR

2

0

0

0

0

0

0

EQUADOR

51

1

1

0

0

0

2

GUIANA

6

2

0

0

0

0

0

HONDURAS

1

0

0

0

0

0

0

PANAMÁ

0

1

0

0

0

0

0

PARAGUAI

25

3

2

1

0

0

0

PERU

1

0

0

0

0

0

0

PORTUGAL

4

2

0

0

0

0

0

SURINAME

4

1

0

0

0

0

0

URUGUAI

36

2

1

1

0

0

0

VENEZUELA

17

1

2

2

0

0

0

ONA: Oficiais de Nações Amigas

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